Talita Botelho 8 de março de 2010

Zoe Saldana com modelo Givenchy - O mais comentado do evento

Zoe Saldana com modelo Givenchy - O mais comentado do evento
Nas duas últimas temporadas outono/inverno o grande foco dos estilistas foram as golas.
Vimos todos os tipos de golas - amplas, desestruturadas, com babados, de laço e lenços, echarpes, cachecóis dando volume aos pescoços - nas passarelas do Brasil e do mundo.
Como em um passe de mágica, esse novo estilo foi aceito pela grande maioria das mulheres, dominou as vitrines de lojas de luxo até as mais populares.

Na temporada outono/inverno 2010, você que jurava não usar ombreiras, vai acabar se rendendo a grande opção de tops, casaquetos, blazers, camisas, vestidos com ombros marcados.
A referência dos anos 40 trouxe as passarelas elementos do período de guerra, quando a mulher saiu de casa para trabalhar e assim teve que adaptar sua forma de vestir, agregando elementos masculinos ao seu vestuário, por isso os ombros são o destaque.

Desfiles SPFW e Fashion Rio

“Bonequinha de Luxo”, no original é chamado “Breakfast at Tiffany’s”, foi lançado em 1961 nos EUA, e é inspirado no livro, com mesmo título, de Truman Capote.
O filme conta a história de Holly Golightly (Audrey Hepburn), uma alegre moça que sai do interior e acaba como “acompanhante” em New York.
Sua vida muda quando Paul Varjak se muda para seu prédio, ele se diz escritor e até tem um livro publicado, mas Holly descobre que ele também é um “acompanhante”. Essa afinidade “profissional” se torna uma amizade, com direito a passeios divertidos por mais simples que fosse o lugar.

A alegria de Holly é observar a vitrine da Tiffany & Co e chega a dizer que o mundo é melhor dentro da joalheria. O máximo que consegue é uma gravação em um anel de brinquedo, mas não deixa de sonhar.
Ambiciosa, a jovem decide se casar com um milionário, e em uma festa em seu apartamento conhece um brasileiro que deseja leva – lá para morar com ele. Mas Holly é presa por ajudar um “amigo” criminoso na prisão, sabendo desse fato o brasileiro desiste do romance com Holly.
Por mais atraída que estivesse por Paul - ela insistia em chamá-lo de Fred alegando que se parecia com seu irmão –a jovem resistia, pois desejava casar-se com um homem rico e não com um escritor fracassado sustentado pela amante.
O final feliz e romântico já é de esperar, Holly se rende à paixão por Paul.
Um filme retratando o romance de uma prostituta e um gigolô era muito ousado para época, porém Audrey Hepburn transformou o personagem. Afigura que no roteiro inicial poderia ser vulgar, Audrey transforma na mais elegante, carismática, contagiante das criaturas. Não é atoa que Holly Golightly se tornou a personagem mais adorável do cinema americano.
Toda a estética do filme sugere sofisticação, tanto visual - fotografia impecável - como musical - Oscar de melhor canção e de melhor canção do ano de 1961 foi para o filme. Mas o elemento mais importante para a sofisticação do filme é o figurino, todo construído por Humbert Givenchy especialmente para Audrey. Elementos atemporais, corte impecável e uma extravagância elegante compôs os look da personagem Holly.
O burburinho em torno da estréia de Alice no País das Maravilhas, de Tim Burton, chegou também ao mundo da moda. Tem dobradinha de Alice numa das maiores publicações do gênero: um editorial lindo no qual grandes estilistas compõem as cenas clicadas por Annie Leibovitz, na Vogue; e Mia Wasikowska, a atriz australiana de 20 anos que vai dar corpo à Alice na telona, estampando a capa da Teen Vogue de fevereiro. Enquanto a gente espera pelo filme, vale a pena conferir Alice no País das Maravilhas da Alta Costura.




Primeiro Dia
Logo na abertura do evento, a Ausländer levou às passarelas um inverno punk-rock dramático muito provocante.

A Melk Z Da tradicionalmente investe em acabamentos rústicos, neste outono/inverno aposta na geometria e em recortes valorizando o quadril.


A boneca preferida das meninas já vestiu grifes e estilistas famosos, já se caracterizou como personagens de filmes, se tornou ícone de moda, comemorou 50 anos, e, agora, a artista Jocelyne Grivaud criou versões da Barbie representando obras famosas.
Ela reproduz a “Mona Lisa”, de Leonardo Da Vinci, “A Moça com Brinco de Pérolas”, de Vermeer, a “Vênus”, de Milo, a “Dora Maar, de Picasso e “O Retrato de Sylvia von Harden”, de Otto Dixx, fotos que marcaram época e transformam a boneca na própria Coco Chanel.

Barbie caracterizada como Vênus de Milo: Descoberta em 1820 no Milo, uma ilha no Mar Egeu, a suposta imagem de Afrodite, deusa do amor, está atualmente em exibição no Louvre.
Para ver as outras caracterizações, clique aqui e divirta-se.
O estilo artístico Rococó surge na França quando os artistas do Barroco se libertam da temática religiosa, era considerado por muitos como uma variação “profana” do Barroco.

O nome Rococó deriva do francês rocaille, que significa “concha”, uma referência às formas decorativas e ornamentais popularizadas no período.
Na arte, suas características são:
Cores claras;
Tons pastéis e douramento;
Representação da vida profana da aristocracia;
Representação de Alegorias;
Estilo decorativo;
Possui leveza na estrutura das construções;
Unificação do espaço interno, com maior graça e intimidade;
Texturas suaves.
A arte refletia na moda todas as características acima, as roupas continuaram exageradas como no Barroco e a inspiração na natureza prevaleceu.

Saias extremamente volumosas, formando um linha horizontal, de algumas mulheres da Corte chegava a medir 3 metros, enquanto a parte de cima da roupa era afunilada pelo uso do espartilho. Os babados e laços eram utilizados nos punhos, golas, nas bainhas e até nos sapatos.
Os penteados femininos eram elaborados, chegavam a medir 50 cm de altura e, às vezes, continham algum adorno ligado ao cotidiano. Era de bom tom, empoar os cabelos com um pó branco. A maquiagem era um elemento fundamental, mas somente as mulheres da Corte podiam usar rouge forte no rosto.
A roupa masculina era composta por chapéu, camisa, colete, casaca, calça justa até o joelho, meias brancas e sapato de salto, todos os elementos ricamente ornamentados. Os cabelos masculinos eram longos, normalmente perucas empoadas, amarrados atrás em um rabo.